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  • Chafic Kallas

Diretrizes, Guidelines e Protocolos Clínicos: existe diferença?

Na maior parte das vezes, a formação médica não ensina o médico a analisar a evidência da sua prática clínica ou absorver as mudanças publicadas no seu dia a dia. Não é meu objetivo entrar nesse assunto específico e nem me sinto habilitado para isso. Tenho uma pretensão menor, tentar discutir os seguintes termos: diretrizes, guidelines e protocolos clínicos.


inicialmente "clinical guidelines" é traduzido por diretrizes clínicas no português. Portanto, conceitualmente têm o mesmo significado e objetivo.


Field and Lohr [1990] definiram pela primeira vez o conceito e a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) adaptou da seguinte forma:

"Recomendações desenvolvidas de forma sistemática, com o objetivo de auxiliar profissionais e pacientes na tomada de decisão em relação à alternativa mais adequada para o cuidado de sua saúde em circunstâncias clínicas específicas."

São desenvolvidas com o objetivo de sintetizar as evidências científicas em relação a prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação, sistematizando o conhecimento científico em uma determinada doença e propondo recomendações para o atendimento efetivo e seguro dos pacientes. Desta forma são mais completas e detalhadas e devem ser atualizadas frequentemente.


Bom, já que diretrizes clínicas e "guidelines" têm o mesmo significado e objetivo, qual o propósito dos protocolos clínicos então.


Os protocolos clínicos são adaptações das recomendações e orientações das diretrizes para os serviços em particular e definem fluxos de atendimento e algoritmos voltados para garantir o melhor cuidado em determinado serviço de saúde. Dessa forma, garantem que as recomendações realmente sejam aplicadas na prática clínica e o paciente tenha o benefício real esperado na literatura.


Eles adaptam as recomendações de acordo com o perfil epidemiológico da população local e de acordo com os recursos disponíveis garantindo a custo-efetividade e autossustentabilidade das instituições de saúde frente à incorporação de novas tecnologias (medicamentos, exames e procedimentos).


Outra característica é o tamanho dos documentos. De forma geral, as diretrizes ou guidelines são maiores já que contemplam todas as possibilidades dentro de uma doença, desde a prevenção, tratamento e acompanhamento em todas esferas. Enquanto os protocolos deveriam ser documentos mais objetivos, concisos que realmente sintetizassem as recomendações para a realidade vigente e auxiliassem os profissionais na tomada de decisão rápida.


Em resumo, as diretrizes clínicas reúnem as evidências disponíveis e formatam recomendações enquanto a implantação de protocolos clínicos garante que as recomendações sejam adaptadas a realidade local e realmente incorporadas à prática clínica trazendo o benefício real para o paciente que é o centro do nosso cuidado.




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